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Mensagem de Natal!

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Orientações para uma boa pesquisa Escolar



Algumas condições iniciais são necessárias para que a pesquisa permita aos alunos conhecer e exercitar os procedimentos da investigação científica.

1-   Definir os objetivos: O queremos saber? É necessário discutir  e definir com os alunos as questões às quais se pretende responder, qual a relevância dessas questões, quais são centrais, qual nível de aprofundamento almejado, etc. Contudo, isso não deve impedir a criatividades dos alunos no planejamento e na execução da pesquisa.

2-  Definir como será feita a pesquisa: Em grupo? Individualmente? Cada aluno faz sua parte da pesquisa, e o professor os organiza em grupos para discutirem e trocarem informações? Os grupos realizam parte da pesquisa e em sala de aula o professor organiza as situações de trocas de informações? No final da pesquisa existe um produto individual, um produto de cada grupo ou um produto da turma?

3-    Definir o tratamento que será dado às informações: Relato oral? Registro por escrito? Relato elaborado pela turma a partir das contribuições individuais ou de grupo?Relatório contendo textos, tabelas, gráficos e figuras? Desenhos, pinturas, montagens, moldagens confecção de maquetes e outros artefatos, confecção de álbuns, fôlderes, cartazes? Registro fotográfico? Produção de vídeos? Apresentação teatral? Outras formas?

4-    Determinar o tempo para a realização da pesquisa: Qual o prazo de entrega/apresentação? A pós determinar o prazo, é importante que o professor acompanhe o desenvolvimento da pesquisa, reservando um tempo das próximas aulas para fazer perguntas sobre o andamento do trabalho, resolver dúvidas, dar novas sugestões, auxiliar na resolução de possíveis impasses e/ ou conflitos. Deve-se manter uma agenda ou cronograma, que pode ser colocado em um quadro na sala para o professor e a turma irem registrando as ações de cada grupo.

5-    Sugerir as fontes a serem utilizadas: Quais recursos poderão ajudar? A busca de informações em fontes variadas é sempre rica. Despendendo do tema e do objetivo da  pesquisa, os alunos poderão entrevistar profissionais e/ ou pessoais da comunidade, realizar visitas, passeios ou excursões, etc. Mas a maori das pesquisas sugeridas aos alunos utiliza como fontes o suporte bibliográficos e o suporte eletrônico.  

Referência: Morais, Marta Bouissou. Ciências – ensinar e aprender /Marta Bouissou Morais, Maria Hilda de Paiva Andrade. Belo Horizonte: Dimensão, 2009, p. 72 -73.
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O que é Pesquisa Escolar?


Pesquisa é entendida como o processo racional e sistemático, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico.

A pesquisa, atividade importante no processo de ensino e de aprendizagem, precisa ser estimulada desde as séries iniciais do Ensino Fundamental. Entretanto, o termo pesquisa  não se aplica exclusivamente ao trabalho  escolar, mas a diversas áreas de atuação humana. Em definição, pesquisa é entendida como o processo racional e sistemático, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e tem como objetivo buscar respostas aos problemas sugeridos, podendo gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar conhecimento preexistente.

Como se aplica a várias situações e a vários campos de conhecimento, as pesquisas podem ser classificadas de diversas formas e com diferentes critérios. Por exemplo: quanto aos objetivos (exploratórias, descritivas e explicativas), quanto aos procedimentos técnicos utilizados (bibliográficas e documentais experimentais, estudo de caso, pesquisa-ação, participante), quanto aos métodos de abordagem (indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, dialético) e outros.

Mas aqui, neste texto, o que nos interessa é a pesquisa escolar, aquela que se realiza em situações de aprendizagem estimuladas pelo professor, com apoio de um bibliotecário e usando recursos de uma biblioteca, ou realizada em casa. A pesquisa  escolar bem organizada deve caracterizar-se com uma atividade sistematizada, um processo formal, que visa auxiliar o aluno a:

Estudar com independência;

Planejar;

Conviver e interagir em grupo;

Aceitar as opiniões dos grupos;

Usar adequadamente a biblioteca;

Utilizar as fontes e consulta;

Desenvolver o pensamento crítico e o gosto pela leitura;

Adquirir autonomia no processo de conhecimento;

Aprender a trabalhar colaborativa e cooperativamente; entre outras.

   Referência: Morais, Marta Bouissou. Ciências – ensinar e aprender /Marta Bouissou Morais, Maria Hilda de Paiva Andrade. Belo Horizonte: Dimensão, 2009, p. 72.



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8 razões para usar o Youtube em sala de aula

Descubra como esta rede social pode ajudar você a produzir vídeos e planejar aulas mais dinâmicas e interessantes para seus alunos

Prender a atenção dos estudantes, que estão cada vez mais conectados, não tem sido uma tarefa fácil para os educadores. O problema se torna cada vez maior conforme os alunos ficam mais velhos. Nas salas de aula do Ensino Médio, é muito comum os professores disputarem a atenção dos estudantes com aparelhos eletrônicos, celulares ou smartphones. 

Por isso, o momento é propício para tornar a tecnologia - e a sua turma - uma aliada em sala de aula. "O uso de recursos tecnológicos que estão presentes no dia a dia dos alunos pode ajudar a aproximá-los dos temas tratados em sala, além de servir como estímulo para o estudo", afirma Marly Navas Soriano, professora de Informática Educativa da EMEF Cleómenes Campos, em São Paulo.
Para encorajá-lo a usar o Youtube em sala, listamos oito bons motivos para incluir a rede social no seu planejamento e na sua rotina profissional:

1- Oferecer conteúdos que sirvam como recursos didáticos para as discussões em aula
Incentive os estudantes a participar das aulas compartilhando com eles vídeos que serão relevantes para o contexto escolar. 

2- Armazenar todos os vídeos que você precisa em um só lugar
Se você ainda não é um usuário do Youtube, basta criar uma conta na rede (gratuitamente) para ter acesso às listas de reprodução (playlists).

3- Montar um acervo virtual de seus trabalhos em vídeo
Com uma câmera fotográfica, um celular ou uma câmera de vídeo simples, você pode capturar e salvar projetos e discussões feitas em sala de aula com seus alunos.

4- Permitir que estudantes explorem assuntos de interesse com maior profundidade
Ao criar listas de reprodução específicas para os principais assuntos abordados em sala, você cumpre o papel do mediador e oferece aos alunos a oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito dos temas trabalhados nas aulas. 

5- Ajudar estudantes com dificuldades
Você pode criar uma lista de reprodução com vídeos de exercícios para que os alunos resolvam no contraturno escolar. Esse material serve como complemento para os conteúdos vistos em sala e os estudantes podem aproveitá-lo para fazer uma revisão em casa dos assuntos vistos na escola.

6 - Elaborar uma apresentação de slides narrada para ser usada em sala
Você pode usar o canal de vídeo para contar uma história aos alunos e oferecer a eles um material de apoio que possa ser consultado posteriormente. Produza uma apresentação de slides narrada, com imagens que ilustrem o tema abordado e passe o vídeo em sala de aula.

7 - Incentivar os alunos a produzir e compartilhar conteúdo
Lembre-se: seus alunos já nasceram em meio à tecnologia. Por isso, aproveite o que eles já sabem e proponha que usem câmeras digitais ou smartphones para filmar as experiências feitas no laboratório de Ciências, para que desenvolvam projetos - como a gravação de um "telejornal" nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo - ou nas apresentações de seminários. 
 
Daniele Pechi 
  

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10 Maneiras Sensatas e Efetivas de ensinar Matemática

Se bem escolhidos, no computador ou não, jogos podem ser excelentes meios educacionais...
Jogos do tipo tabuleiro.

  • Acredite ou não, estes brinquedos populares possuem uma grande capacidade, na maioria das vezes ignoradas por todos, de ensinar matemática às crianças.
  • Jogos básicos do tipo labirintos e explorações de subterrâneos e cavernas com tesouros escondidos, ensinam as crianças os conceitos de sequência e contagem.
  • Jogos mais complexos, tais como Banco Imobiliário, ensina uma matemática mais avançada, gerenciamento de dinheiro e valores.
  • Jogos como Jogo da velha, Damas e Xadrez, ensinam estratégia e lógica.

Jogos de Cartas.

  • Jogos básicos como Peixe ensinam às crianças pequenas, o reconhecimento dos números.
  • Jogos mais complexos como, Batalha, ajudam a construir as bases primárias e ensinam sequência, definição e uso de valores e estratégia.

Quebra-Cabeças.

  • Quebra-cabeças de figuras recortadas é uma excelente ferramenta para ensinar e desenvolver a habilidade matemática.
  • Os quebra-cabeças básicos ensinam raciocínio espacial, enquanto que outros mais elaborados, ensinam formas e tamanhos. As Crianças também usam habilidades como, sequência e ordenação para agrupar as peças do quebra-cabeças.

Blocos de Construção.

  • Não importa se as crianças estão usando blocos planos de papelão ou madeira, ou legos, construir estruturas coerentes e lógicas, exige matemática básica e habilidades de engenharia.
  • As crianças usam; tamanho, forma e sequência para dar vida e expressão as suas criações.
  • Através do método de tentativa e erro eles aprendem qual a melhor técnica a ser usada e qual a que funciona.  
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br/art13_t1.htm

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Redes sociais e os novos paradigmas para educação

 Escola sem paredes, carteiras e conceitos pré-estabelecidos. Tudo interconectado numa rede de conhecimento sem limites.

Nas últimas décadas quase nada mudou no modelo de ensino. Um padrão que escolas e universidades obedecem sem maiores questionamentos: alunos, professores, salas de aula, disciplinas fechadas em áreas de conhecimento, evolução ano a ano, provas, hora do recreio, etc. 

Instituições particulares e governos, interessados em ampliar o acesso para atender o crescimento da população, pensam cartesianamente, construindo novas estruturas de tijolo e cimento. 

Sim, é preciso observar o crescimento exponencial do EAD (Ensino a Distância ou e-learning), nada além de video-aulas com chat. Com o EAD, as instituições de ensino estão conseguindo levar a monotonia da aula expositiva ao máximo. Também é preciso reconhecer o crescimento do uso de ferramentas digitais (videos, fóruns, websites, editores de texto, etc.) por alunos e professores um ganho de produtividade (ou reprodutibilidade), distribuição de informação e colaboração. 

Também está ocorrendo um crescente uso de novas tecnologias em salas de aula e algumas universidades norte-americanas já entregam iPads para os alunos no momento da matrícula. Em resumo, o que estamos fazendo é adaptar dentro do velho modelo de ensino às novas ferramentas e práticas do universo digital, algo sem expressão, originalidade ou inovação. 

A internet social e sua infinita conectividade está modificando o cenário de como os jovens adquirem conhecimento, indo mais longe, de como os jovens produzem, transformam e compartilham conhecimento.
A arquitetura da sala de aula, do silêncio disciplinar, não existe no universo digital onde a regra é interagir a todo instante. Tudo no virtual é espaço de aprendizagem, a infinita biblioteca de Babel de Jorge Luis Borges. Nesta biblioteca, as diferentes áreas do conhecimento espalham-se por diferentes espaços conectados por hiperlinks, pesquisas, inovação, blogs, tweets, scraps… 

Aprende-se os princípios da eletricidade construindo-se um robô com partes de um celular, assistindo-se a um vídeo sobre tempestades tropicais e conversando online com um especialista indiano, tudo ao mesmo tempo agora. Ao contrário do espaço organizado, regular, controlado e estruturado da escola, as redes sociais promovem o auto-aprendizado, a capacidade crítica, a discussão em grupo, a colaboração e a associatividade. 

Nas redes sociais, professores/mestres são aqueles capazes de apontar os caminhos dentro do universo virtual capazes de levar o aluno/aprendiz ao conhecimento. Nada de respostas prontas ou padronizadas. Aprender no virtual é uma jornada infinita, não um livro com um número exato de páginas. 

A combinação das ferramentas de comunicação digitais, as bases de informação e os relacionamentos das redes sociais transformam o ciberespaço na nova escola, sem paredes, sem carteiras, sem conceitos pré-estabelecidos. Tudo está interconectado numa rede de conhecimento sem limites. 

Por Ricardo Murer

Fonte:  http://webinsider.uol.com.br/2011/07/01/redes-sociais-e-os-novos-paradigmas-para-educacao/
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O que é Orkut?


Essa rede de relacionamento foi assim batizada em homenagem a seu criador, o turco Orkut Buyukkokten.


O Orkut  é o site de relacionamentos  mais conhecido e que mais cresceu nos últimos anos. Com a intenção de que seus usuários mantenham contato com seus amigos e tenha uma vida social ativa, o Orkut disponibiliza uma série de recursos interessantes para quem quer encontrar os amigos ou até mesmo procurar a sua cara-metade.

Ao se cadastrar no Orkut você preenche um questionário dividido em três categorias: social, profissional e pessoal. A partir deste questionário você pode montar o seu perfil (profile), que poderá ser visto por qualquer usuário (desde que você dê as permissões necessárias no painel de gerenciamento do site). Você poderá colocar uma foto principal (avatar) que aparecerá ao enviar uma mensagem para outros usuários ou qualquer outra ação que envolva seu perfil. Também é possível incluir fotos, vídeos e feeds ao seu perfil. Além destes recursos existem outros que só são executados por outras pessoas no seu perfil, como escrever um depoimento, enviar uma cantada, enviar mensagem particular, ignora-lo ou até mesmo denunciá-lo ao Orkut para que seu perfil seja investigado.

Quando se adiciona novos amigos é possível organizá-los em grupos, classificá-los como “legal”, “confiável” e “sexy” numa escala de 1 a 3 para cada amigo e até virar “fã” de algum deles. Pode-se também definir o nível de amizade em: “não conheço”, “conhecido”, “amigo”, “bom amigo” e “melhor amigo”. Na guia amigos também se pode enviar convites para seus amigos que ainda não tenham um perfil no orkut, individualmente ou em massa, mandando a mesma mensagem para vários e-mails e ainda baixar todos os seus contados em arquivo CVS.

Um dos recursos principais do Orkut é a criação e participação em comunidades. Comunidade no Orkut poderia ser definido como um espaço reservado para pessoas que se identifiquem com o título e propósito da comunidade. Em cada comunidade é possível adicionar eventos com data de acontecimento e informações, adicionar tópicos no fórum onde outros usuários poderam inserir posts neles, adicionar enquetes com gráficos de votação e também se pode enviar mensagens para todos os participantes da comunidade.

O Orkut está em constante atualização então é comum sempre que entrar ver um recurso novo, aumentando ainda mais as chances de quem quer encontrar uma pessoa legal ou só encontrar os amigos.



Fonte: http://www.infoescola.com/informatica/o-que-e-orkut/

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Amazônidas Bragantinos


Nada contra os valores e culturas de outras cidades; muito pelo contrário, se possível fosse, deveríamos conhecê-las todas.


No entanto, temos que primeiro conhecer, exaltar e gostar das coisas que a nossa portentosa Amazônia nos proporciona, especificamente, Bragança, localizado no Norte do Estado do Pará.


Devemos não só apreciar as variedades bragantinas, mas difundir as qualidades e valores de nossos alimentos, representados pelos inigualáveis frutos, peixes, mariscos, carnes, etc. Além disso, as nossas “especiarias” como o açaí, a bacaba, o tucumã, o bacuri, o cupuaçu, a pupunha, o piquiá, o coco “geladinho”, o caju e o agiru da nossa praia de Ajuruteua, a mandioca, esta nos oferecendo a substancial farinha (de diversos tipos subprodutos como o tucupi, a croeira e o povilho). E ainda, o tacacá, a mandicoeira e o pato no tucupi. 




Bragança é uma cidade festiva por natureza. No decorrer do ano temos varias comemorações marcantes, tanto para o povo da terra, como para os turistas.

No mês de fevereiro é o período de trocarmos de identidade e cairmos na folia sozinho ou nos blocos “Só vai quem quer e como pode, “Urubu cheiroso, etc.



Em julho podemos contemplar a beleza litorânea e os concursos das garotas mais lindas do lugar, sem deixar de tomar sol e banho na Praia de Ajuruteua.

 

Setembro é o mês da Semana da Pátria, onde todas as Escolas se mobilizam para os alunos participem dos Jogos Internos. Também as empresas, clubes, grupos não ficam de fora , pois se organizam para participar dos Jogos Externos.



 O mês de novembro é marcado pela fé. Tempo que fazemos e pagamos as nossas promessas no Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

  
Em dezembro vestimos a nossa roupa de marujo (a) para homenageamos o glorioso São Benedito e para dançarmos o retumbão, o xote, o chorado, etc.


Vamos reconhecer e valorizar a nossa beleza bragantinha, porque o mundo sempre esteve de “olho” na gente, e muitos dariam tudo para estar em nossos lugares.


video

Antonio Gomes
Baseado no texto de João Augusto de Oliveira “Somos Amazônidas”.
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Professor precisa ousar com redes sociais, diz especialista


 "Precisamos prestar atenção nos alunos, ver com qual ferramenta ou equipamento eles estão mais familiarizados e dar o primeiro passo"

 
Ao apresentar casos bem sucedidos e problemas gerados pelo mau uso de redes sociais, o autor do livro Socialnomics: Como as Mídias Sociais Transformam o Jeito que Vivemos e Fazemos Negócios (na tradução livre), o americano Erik Qualmn, disse nesta quinta-feira que é preciso ousar na educação e não restringir as aulas ao método tradicional que se resume a palestras, sem interatividade. O educador participou de um seminário sobre as redes sociais no Rio de Janeiro.

"Precisamos prestar atenção nos alunos, ver com qual ferramenta ou equipamento eles estão mais familiarizados e dar o primeiro passo", disse Qualmn no seminário Conecta, organizado pelo Sesi/Senai. Ele sugeriu, por exemplo, que escolas passem deveres de casa que possam ser apresentados pelo Youtube e substituam livros pelos ipads - aparelhos que reúnem computador, video game, tocador de música e vídeo e leitor de livro digital.

"Em muitos lugares, existe o debate sobre o uso, pelas crianças, de telefones celulares", disse sobre a disseminação dos smartphones, celulares conectados à internet. "As escolas precisam checar ao que é melhor para si. Na Universidade de Harvard, o ipad é permitido em algumas aulas. Outras aulas são dadas da mesma forma há cem anos", acrescentou Qualmn, que também é professor de MBS da Hult International Bussiness, nos Estados Unidos.

Em uma escola pública do município de Hortolândia (SP), Edson Nascimento, professor de educação física, deu o primeiro passo na adoção de novas tecnologias como instrumento pedagógico. Ele criou um blog para divulgar o conteúdo das aulas e conquistou alunos até de outras escolas. Nascimento diz que o principal desafio para difundir a tecnologia na escola é convencer os demais professores a aceitá-la como um recurso educativo.

"Isso não é uma coisa tranquila, não temos adesão de 100% dos professores. Pessoas entendem que se migrarem para a tecnologia não vão mais saber dar aula. Apegam-se ao giz e à lousa como se isso lhes desse controle da turma. Mas os alunos acabam prestando atenção em outras mil coisas", disse Nascimento, que dá aulas para uma escola de 500 alunos de ensino médio e fundamental.

O professor americano Qualmn acrescentou que o próprio uso da internet pode estimular debates sobre a veracidade de conteúdos disponíveis na rede, além de incentivar a produção de conhecimento de forma colaborativa, como o que está disponível no Wikipedia, uma espécie de enciclopédia online aberta, que aceita contribuições de qualquer usuário. 

Pedagoga de uma escola particular do Rio, que criou sua própria rede social, Patrícia Lins e Silva relatou que a ferramenta ofereceu "ganchos" para que a escola discutisse tópicos como o uso de "palavrões" e a superexposição de ídolos de adolescentes na rede.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5452338-EI8266,00.html
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História em quadrinhos


Ao falarmos sobre histórias em quadrinhos, lembramos daquelas fantásticas e divertidas trazidas pelos gibis, não é verdade?

Elas compõem o quadro dos chamados textos narrativos, onde a história se passa com diferentes tipos de personagens, ocorridas em determinado local, durante certo espaço de tempo.

Geralmente, o objetivo maior é o entretenimento com forma de divertir, causar o humor.

Mas podem também transmitir uma informação, uma alerta à população. Como é o caso das famosas campanhas comunitárias relacionadas a riscos de doenças, ao desperdício de água, aos problemas causados pelo trânsito, entre outros.

Elas possuem características específicas. Vamos conhecê-las?
 Mauricio de Sousa – o maior escritor de
histórias em quadrinhos do Brasil

 *O diálogo entre os personagens aparece através de balões, sendo que eles variam muito de formato, como por exemplo, linhas contínuas, interrompidas (fala sussurrada), ziguezagueadas (demonstrando um grito, um som de rádio ou televisão), ou em forma de nuvem (simbolizando o pensamento dos personagens).

* Os sinais de pontuação são variados, reforçando a voz dos personagens e indicando o modo como eles revelam seus sentimentos, como raiva, espanto, alegria, tristeza.

* Há também a presença das onomatopeias, causando certa animação à história, por meio de sons produzidos por pessoas (zzz, para o sono, rrr, para o rosnado de um cão, entre outros), e por ambientes (crash, para a batida de um caro ou buuum para representar uma explosão).

*São compostas por uma linguagem verbal e uma não verbal, fazendo uma associação entre imagens e palavras, procurando facilitar o entendimento do leitor.
 
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

Fonte: http://escolakids.uol.com.br/historia-em-quadrinhos.htm

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Influências da história em quadrinhos na educação
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Gibis estimulam a turma a tomar gosto pela leitura

Esse gênero literário colorido, ilustrado e cheio de recursos gráficos incentiva os pequenos de pré-escola a criar o hábito de ler

 


Foi-se o tempo em que os gibis eram proibidos na sala de aula e as crianças tinham de escondê-los sob a carteira. Os quadrinhos são uma excelente opção para incentivar a leitura em quem está entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens, que, por si só, são atraentes para a garotada. "Eles despertam interesse por serem bem conhecidos", explica o psicólogo José Moysés Alves, da Universidade Federal do Pará.

"Afinal, estão presentes em brinquedos, jogos, roupas, embalagens, peças de teatro e desenhos na televisão. Sem contar que os protagonistas passam por situações parecidas com as de seus leitores: vão à escola e ao parque, têm pesadelos e medo de dentista. Isso promove a identidade e a familiaridade entre eles."
Mas o grande trunfo são os recursos gráficos. As imagens aparecem associadas a textos coloquiais e permitem que a criança antecipe o enredo e atribua sentido à história, mesmo sem saber ler. Para Beatriz Gouveia, coordenadora do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo, as onomatopéias, como "ploft" e "grrr", também são importantes para facilitar a compreesão de diversas situações e emoções.

O mesmo vale para os balões. Só de olhar é possível saber se um personagem está pensando, gritando ou conversando. "Com essas informações, fica fácil entender a trama", afirma Silvana Augusto, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. Ela lembra que as publicações são baratas e acessíveis, o que permite a compra de vários exemplares da mesma edição para distribuir na sala. Com isso, as crianças podem acompanhar a leitura em voz alta pelo professor. 

Quadrinhos e fantoches  
Para explorar essas características, o professor Marcelo Campos, da EMEI Sonho de Criança, em Pompéia, no interior de São Paulo, criou o projeto Semeando o Prazer de Ler com as Histórias em Quadrinhos – vencedor do Prêmio Professores do Brasil (dado pelas fundações Orsa e Bunge, com o apoio do Ministério da Educação). Ele fez uma pesquisa e descobriu que 70% das crianças não vivenciavam situações de leitura em casa. Por isso, apostou nas histórias em quadrinhos para iniciar o trabalho com classes de crianças com 4 e 5 anos (veja no quadro ao lado uma seqüência didática para desenvolver um projeto nessa área).

Marcelo começou perguntando quais eram as histórias e os personagens mais conhecidos. Com esses dados, confeccionou fantoches dos mais populares e, nas encenações, falava um pouco das características físicas e psicológicas de cada um. Ao apresentar a Mônica, por exemplo, ele chamou a atenção para o fato de ela só usar roupas vermelhas e sempre se irritar com o Cebolinha. Foi a forma que ele encontrou de antecipar informações e facilitar a compreensão do enredo.


Como a escola não tinha as revistinhas, Marcelo mobilizou a comunidade para montar a gibiteca, espalhando cartazes pela vizinhança e pedindo ajuda aos pais. Em pouco tempo, cerca de 300 gibis já estavam catalogados na escola.


As crianças podiam levá-los para casa duas vezes por semana e tinham de devolver no dia combinado e cuidar do material. Isso permitiu que todas manuseassem as histórias, criando as noções de como se comporta um leitor de quadrinhos. Na etapa seguinte, Marcelo organizou uma leitura coletiva. Com a ajuda de um retroprojetor, ele reproduziu algumas histórias em transparências para a turma perceber detalhes da paisagem e dos personagens. No fim de cada projeção, Marcelo lia o texto na íntegra para todos entenderem a ordem seqüencial.

Compartilhar os gibis

Para encerrar o trabalho, o professor organizou uma verdadeira gibiteca itinerante. Uma carroceria de caminhão cedida pela prefeitura foi adaptada para transportar as crianças e o acervo e virou o Trenzinho da Leitura. Seu objetivo? Disseminar o prazer de ler. Uma vez por semana, a turma visita outras unidades educacionais do bairro para apresentar os personagens e falar sobre as histórias, formar rodas de leitura com crianças de todas as idades e emprestar as revistinhas. O saldo do projeto foi animador: todos se tornaram loucos por gibis, procurando- os espontaneamente. E tudo isso antes mesmo de estarem alfabetizados.

Adriana Toledo 

 

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Os filhos da era digital


 Como o uso do computador está transformando a cabeça das crianças – e como protegê-las das ameaças da internet



CIBERNÉTICAS
Jade Souza (à esq.), de 9 anos, pesquisou sobre reciclagem na internet e aprendeu a separar o lixo. Isabella Marti, de 7, usa o computador desde os 2 anos. As duas representam uma geração que já nasceu conectada












 





   
Gustavo Neno Altman é tão fanático por futebol que em seu aparelho dentário há um escudo do Corinthians gravado. Aos 9 anos, joga bola com os amigos, é assinante de um jornal esportivo, freqüenta estádios com o pai e tem um blog sobre futebol na internet. Todos os dias, ele lê os cadernos esportivos e resume em seu blog as notícias que o interessam. “Dá um trabalhão”, diz. “Mas não imagino minha vida sem internet.” Gustavo faz parte de uma geração que nasceu com o computador em casa: os “nativos digitais”. O termo foi cunhado pelo educador americano Marc Prensky, autor do artigo “Digital natives, digital immigrants” (“Nativos digitais, imigrantes digitais”), em que faz uma divisão entre aqueles que vêem o computador como novidade e os que não imaginam a vida antes dele. O artigo, de 2001, é um dos mais citados em publicações da área de educação, de acordo com o Instituto para a Informação Científica dos Estados Unidos.
Antes do artigo de Prensky, não havia um termo que definisse a geração que cresce imersa na tecnologia. Autor do livro Digital Game-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Jogos Digitais) e criador de mais de cem games, ele afirma que as ferramentas eletrônicas são como extensões do cérebro dessas crianças. Elas fazem amigos pela rede, conhecem o mundo pelos buscadores, desenvolvem habilidades por meio de videogames, criam páginas pessoais em fotologs, blogs e sites de relacionamento. Além de navegar na internet, são capazes de operar outros aparelhos eletrônicos com muita facilidade, como celulares, iPods, controles remotos de DVD e TV, às vezes vários ao mesmo tempo. “Eles migram de um software para outro, como se trocassem a gangorra pelo balanço”, afirmou Prensky a ÉPOCA. Os “imigrantes”, de acordo com ele, são os que assistiram ao nascimento da internet e se adaptaram a ela. Ainda se lembram das primeiras conexões, quando a linha telefônica costumava cair, e normalmente não confiam na memória do computador a ponto de dispensar o papel. Apesar de acessar a rede com desenvoltura, os imigrantes preferem ler um artigo impresso. “É como mudar de país. As pessoas ficam até íntimas com o novo idioma, mas não perdem o sotaque.”

As conversas no chat
desenvolvem o
raciocínio crítico e
melhoram a
argumentação da
criança

Os nativos digitais têm contato com a tecnologia logo após o nascimento. Crianças com menos de 2 anos já se sentem atraídas por vídeos e fotos digitais. A intimidade com o computador, porém, costuma chegar aos 4 anos. Nessa idade, já deslizam o mouse olhando apenas para o cursor na tela. Aos 5, reconhecem ícones, sabem como abrir um software e começam a se interessar pelos primeiros jogos virtuais, como os de associação ou de memória. Claro que, como em qualquer outra atividade, a desenvoltura nas telas variará de criança para criança. Aos 7, é a hora do primeiro grande marco tecnológico na vida dos nativos: eles criam um e-mail, a identidade para quem navega no mundo virtual. Em pouco tempo, a criança é capaz de “adicionar” – como se diz na linguagem da internet – uma série de amigos virtuais em sites de relacionamento. Aos 6 anos, Maria Eduarda Inácio criou sua página no Orkut antes mesmo de saber escrever o próprio nome. A pequena catarinense queria ter um álbum de fotos digitais que pudesse ser visto na casa da avó e das amigas. Em vez de um fotolog, Maria Eduarda pediu que a mãe criasse uma página no Orkut para ela. Os pais já eram usuários do maior site de relacionamento do Brasil. Maria Eduarda, hoje com 7 anos e quase alfabetizada, se interessa por grupos de afinidade – ela participa de comunidades. A mãe, Vanessa Cristina de Souza, de 23 anos, continua a escrever para ela no computador. Em uma dessas comunidades, “Duda não! Maria Eduarda”, a menina se agregou a outras 1.232 Marias Eduardas que, como ela, não gostam de ter o nome abreviado. Maria Eduarda também brinca de boneca no computador. Ela prefere a boneca virtual porque, segundo ela, “a de verdade não tem um guarda-roupa cheio de roupas cor-de-rosa e brilho – iguais às da Barbie”. A psicóloga Rosa Maria Farah, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI), da PUC de São Paulo, afirma que é bom a mãe estar sempre com a menina no computador, como é o caso de Maria Eduarda. “Nessa idade, é preciso ter cuidado em apresentar à criança não mais do que ela está preparada para receber.” Rosa Maria é uma das autoras do recém-lançado livro Relacionamentos na Era Digital (ed. Giz Editorial), uma coletânea de artigos de psicólogos. Eles foram unânimes em dizer que essa nova geração articula idéias de forma mais rápida e abandonou a lógica linear, com começo, meio e fim.
  BLOGUEIRO MIRIM O paulistano Gustavo Neno Altman, de 9 anos, tem um blog sobre futebol. No computador doméstico, lê todos os dias o noticiário na internet para fazer seus comentários esportivos. Ele também entra no YouTube em busca de vídeos do Corinthians, seu time. “Adoro jogar bola, mas às vezes fico em dúvida entre o futebol e o computador”, diz
 
É pela rede que as
crianças se comunicam,
tanto com os pais quanto
com pessoas que elas
nunca viram.

A internet é cheia de hiperlinks, as janelas sem fim. Um site remete a outro, e assim sucessivamente. Ao contrário do que alguns educadores pensavam, as crianças fascinadas com o mundo virtual não se perdem nos sites de buscas. “Os nativos não se surpreendem com a imensidão da rede. Eles sabem que ela é quase infinita e, por isso, não abrem o espectro mais do que precisam”, diz Agnaldo Arroio, do Departamento de Ensino e Formação de Professores da USP. Junto com a facilidade de lidar com vários aparelhos eletrônicos ao mesmo tempo, a relação com o computador transforma a mente das crianças. “O reflexo disso é um cérebro cheio de conexões, ativado por várias partes que realizam tarefas aparentemente simples”, diz Geraldo Possendoro, especialista em Neurociências e Comportamento da Universidade Federal de São Paulo. Um dos maiores impactos no modo de pensar são os videogames. Neles, “o fator mais importante na hora de responder é a velocidade”, diz Possendoro. Para não perder o jogo, a criança precisa ser rápida na avaliação das opções que tem e tomar uma decisão certeira. Se bobeia, perde o jogo. Essa análise instantânea das informações faz com que ela desenvolva maior capacidade cognitiva. Mas a velocidade carrega um efeito potencialmente ruim, de acordo com Claudemir Viana, do Laboratório de Pesquisa sobre Criança, Imaginário e Televisão da Universidade de São Paulo. “Elas podem perder a reflexão”, diz. As crianças também se tornaram mais sintéticas. De certa forma, impacientes com quem não tem as mesmas habilidades que elas na internet. “A garotada não consegue entender como a gente faz o caminho mais longo em vez de usar os atalhos”, diz Arroio, da USP. Eles têm dificuldades para assimilar a tecnologia superada. “O sistema operacional DOS, o primeiro usado em computadores domésticos pelos “imigrantes”, soa como um bicho-de-sete-cabeças para eles”, afirma Marc Prensky. 

Katia Mello e Luciana Vicária

Fonte: Matéria públicada na Revista Época em 12/06/2008 - 12:17 | Edição nº 48.






 
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