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Educação e Tecnologia: da Fala de Sócrates à Multimídia de Hoje




 1. O Conceito de Tecnologia
O conceito de tecnologia, em seu sentido mais amplo, se aplica a tudo aquilo que, não existindo na natureza, o ser humano inventa para expandir os seus poderes, tornar o seu trabalho mais fácil e fazer a sua vida mais agradável.
Tecnologia não é apenas instrumento, ferramenta ou equipamento tangível: arado, óculos, computador
Tecnologia é também coisa intangível, como procedimentos, métodos, técnicas, algoritmos e notações. A lógica e a linguagem são tecnologia. Dentro da linguagem, a fala e a escrita, na língua materna ou em outra, é tecnologia.

2. Tecnologia e Educação
As grandes revoluções tecnológicas que tiveram enorme impacto na educação foram:
A. A Invenção da Fala, que permitiu o surgimento da educação como diálogo pessoal e individualizado. Sócrates é o principal educador a representar esse estágio de desenvolvimento tecnológico.
B. A Invenção da Escrita Alfabética, que representa os sons e não os objetos e que permitiu o surgimento da correspondência e do livro manuscrito -- e, portanto, o aparecimento da educação a distância.
C. A Invenção da Impressão Tipográfica, que permitiu a criação do livro impresso e que criou condições para a educação em massa e, portanto, para a criação da escola moderna.
D. A Invenção do Computador e da Comunicação Digital, que permitiu o surgimento da Internet e, com ela, de multimídia, isto é, pessoas em contato umas com as outras e com a informação num ambiente interativo que incorpora som (como a voz humana), imagem, e texto -- e que, portanto, torna possível educação presencial e a distância que é ao mesmo tempo personalizada e individualizada e em massa.

3. Multimídia e Educação
O aparecimento de multimídia, como definida no item anterior, torna possível a criação de novos espaços, tempos e ambientes presenciais e virtuais de aprendizagem colaborativa que passam por cima das paredes de nossas salas de aula e dos muros de nossas escolas.
O caráter inovador de multimídia, do ponto de vista da educação, não está em uma nova forma de aprender que ela tornaria viável. Multimídia é uma tecnologia cumulativa: ela aproveita o som (a fala), o texto (a escrita) e a imagem (o desenho, a fotografia, o cinema, o vídeo). Esse caráter inovador se resumo, portanto, em tornar viável uma educação personalizada e individualizada, baseada no diálogo e na discussão crítica (pela escrita ou de viva voz), semelhante à que havia na época de Sócrates, mas enriquecida por:
A) Acesso fácil e generalizado a documentos escritos, sonoros (discursos, conferências, discussões, conversas, músicas, efeitos especiais, etc.) e visuais (filmes, documentários, noticiários, animações e simulações, etc.); e
B) Comunicação instantânea, e também incorporando texto, som e imagem, numa "agora" (praça) virtual global que é a Internet.
Nosso desafio, no momento, é reinventar a escola para que ela, sem paredes, sem muros, e inserida num contexto global, faça o melhor uso possível desses novos espaços, tempos e ambientes, tanto presenciais como virtuais, de aprendizagem colaborativa que a tecnologia hoje torna possível. 

Eduardo O C Chaves

Fonte:http://palestras.net/textos-self/edutec.htm
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Pesquisa diz que 65% dos pais estão nas redes sociais por causa dos filhos

Estudo revelou que 33% dos pais não têm tempo para monitorar filhos. Já 47% dos jovens dizem que não falam aos pais o que fazem na web.

Segundo pesquisa, pais estão nas redes sociais
por causa dos filhos (Foto: Thomas Hodel/Reuters)


Uma pesquisa da McAfee divulgada nesta segunda-feira (12) revelou que 65% dos pais no Brasil estão nas redes sociais para acompanhar as atividades dos filhos. O estudo foi feito entre junho e agosto por meio de um questionário on-line para 401 jovens, de 13 a 17 anos, e 414 pais. Os entrevistados moram em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador.

Apesar da presença nas redes sociais, 48% dos pais acreditam que os filhos têm maior conhecimento de tecnologia e, por isso, não conseguiriam acompanhar o comportamento deles na internet. A pesquisa também mostrou que 33% dos pais dizem não ter tempo e nem disposição para acompanharem tudo que os filhos fazem na web.

Do lado dos jovens, 47% deles dizem não falar aos pais o que fazem na internet, e 57% concordam que os pais sabem apenas uma parte de suas atividades, mas não tudo. Quase metade dos entrevistados acredita que os pais não aprovariam seu comportamento, caso descobrissem tudo o que é feito na web. A pesquisa revela, ainda, que 45% dos jovens mudariam o comportamento se soubessem que estão sendo monitorados pelos pais.

A pesquisa, encomendada pela McAfee à empresa TNS, considerou apenas os usuários ativos, ou seja, aqueles que estão conectados à web de duas a três vezes por semana. No estudo, 87% dos jovens responderam que acessam a rede em pelo menos seis dias da semana, sendo que 33% afirmam navegar em um período de quatro a seis horas por dia. Como contraste, 36% dos pais acreditam que seus filhos passam até três horas na internet.

 
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